Vereadores de São Paulo apresentaram novas emendas ao projeto de lei que permite a privatização de uma travessa nos Jardins, visando a construção de um empreendimento de alto padrão. As propostas incluem a venda de ruas em áreas valorizadas, como a Rua Aurora Dias de Carvalho e a Rua América Central, sem acordo prévio com a gestão municipal.
O projeto original, que já havia sido aprovado em junho, permite a alienação de bens públicos após análises técnicas. A travessa nos Jardins, por exemplo, tem um valor estimado em R$ 16 milhões. As novas emendas, discutidas em audiência pública, não foram previamente acordadas com a administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
As emendas propostas pelo vereador Rubinho Nunes (União Brasil) visam a privatização de vias em Itaim Bibi e Santo Amaro. Ele argumentou que a privatização poderia gerar economia e recursos para a Prefeitura, considerando que algumas dessas áreas não têm uso público significativo. O líder do Governo, Fabio Riva (MDB), ressaltou que a aprovação das emendas não garante a venda imediata, pois a decisão final ainda depende de avaliações técnicas.
Além das ruas mencionadas, há propostas para a privatização de áreas na Vila Leopoldina e na Avenida Brigadeiro Faria Lima. O vereador Nabil Bonduki (PT) também apresentou uma emenda para destinar os recursos obtidos com a venda da travessa nos Jardins ao Fundo Municipal de Habitação, visando a construção de moradia popular.
A discussão sobre a privatização de vias públicas não é nova em São Paulo. No ano passado, a travessa da Vila Liscio foi vendida para a construção de um hospital. A gestão municipal defende que a alienação de bens públicos é uma prática legal, desde que respaldada por análises técnicas e jurídicas.
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