A oposição está analisando as atas do Conselho Nacional de Previdência Social em busca de denúncias durante o governo Jair Bolsonaro. Essa investigação é semelhante à realizada no governo Lula em junho de 2023. Até o momento, não foram encontradas evidências de irregularidades no período bolsonarista, conforme informou um assessor da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
O ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, enfrenta críticas por sua suposta omissão em relação a solicitações feitas por representantes do Sindnapi. Em uma reunião do conselho em junho de 2023, a representante Tonia Galleti pediu a discussão sobre acordos de entidades que tinham desconto de mensalidade junto ao INSS. Lupi reconheceu a relevância do pedido, mas afirmou que seria necessário um levantamento mais detalhado antes de atender à solicitação.
O tema, que deveria ter sido discutido na reunião seguinte, só entrou na pauta do Conselho em abril do ano passado. Em resposta a questionamentos, Lupi declarou que o INSS havia realizado uma auditoria para investigar denúncias de descontos irregulares, resultando na exoneração do diretor de Benefícios do instituto.
Críticas e Desdobramentos
Galleti, que é alvo de quatro requerimentos de convite ou convocação na CPMI, enfrenta pressão, especialmente de parlamentares bolsonaristas. Três dos requerimentos foram apresentados por membros da base de apoio a Bolsonaro. Até o momento, esses pedidos ainda não foram avaliados pela comissão, o que pode impactar o andamento das investigações.
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