A CPMI do INSS investiga um esquema de descontos ilegais que desviou cerca de 4 bilhões de reais, afetando mais de 1,6 milhão de idosos. Recentemente, a comissão recebeu seis requerimentos solicitando a convocação de Frei Chico, irmão do presidente Lula, para esclarecer sua atuação no Sindnapi, que arrecadou 259 milhões de reais em cobranças irregulares.
Frei Chico, vice-presidente do Sindicato Nacional de Aposentados, Pensionistas e Idosos, é um dos principais alvos das investigações. Os requerimentos foram assinados por parlamentares de oposição, incluindo os senadores Izalci Lucas, Rogério Marinho e Marcos Rogério, além dos deputados delegado Fábio Costa e Bia Kicis. Também foram solicitadas a quebra de sigilo bancário e documentos sobre a movimentação financeira do sindicalista.
Tentativas de Impedir a Convocação
Parlamentares governistas tentam barrar a convocação de Frei Chico, temendo que sua presença na CPMI possa ser usada pela oposição para desgastar o governo. Durante a votação do plano de trabalho, foi acordado que apenas presidentes de associações seriam chamados a depor, excluindo vice-presidentes como Frei Chico. No entanto, a cúpula da CPMI não descarta a possibilidade de convocá-lo no futuro.
O relator da comissão, Alfredo Gaspar, afirmou que seguirá um rito procedimental de investigação. O presidente da CPMI, Carlos Viana, garantiu que não há acordos para proteger ninguém e que todos serão investigados com seriedade. “Meu compromisso é com a verdade, doa a quem doer”, declarou Viana, reafirmando a imparcialidade da comissão.
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