O Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa fundada em 1993, protagonizou uma série de ataques em São Paulo em maio de 2006, em resposta à transferência de líderes da organização. A violência começou na noite de 12 de maio, quando criminosos dispararam contra a 55ª DP (Parque São Rafael), marcando o início de um fim de semana sangrento.
Nos dias seguintes, 54 policiais, guardas civis e bombeiros foram assassinados em diversos ataques orquestrados pelo PCC. O estado paulista enfrentou um clima de terror, com delegacias, ônibus e bancos sendo alvos de ações violentas. A população, temerosa, fechou comércios e cancelou aulas, deixando as ruas desertas.
A onda de violência foi desencadeada após a decisão da Secretaria de Segurança de transferir 765 detentos ligados ao PCC para uma penitenciária de segurança máxima. Entre eles estava Marcos Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, considerado o principal líder da facção. A medida visava evitar rebeliões, mas provocou uma resposta brutal do PCC, que ordenou um “salve geral”.
No Dia das Mães, 14 de maio, a situação se agravou com a tomada de controle de 67 unidades prisionais por detentos do PCC. O então governador de São Paulo, Claudio Lembo, foi criticado pela falta de ação rápida e transparência diante da crise. A violência só começou a diminuir após negociações com a facção, mediadas por uma advogada ligada ao PCC.
Entre 12 e 21 de maio de 2006, a onda de ataques e as retaliações resultaram em 564 mortes, sendo 59 agentes públicos e 505 civis. A resposta violenta de grupos de extermínio e policiais contra suspeitos de ligação com o PCC intensificou a tragédia, evidenciando a complexidade do conflito entre o crime organizado e o estado.
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