A cidade de São Paulo enfrenta um crescimento alarmante de crimes cometidos por motociclistas, incluindo roubos e homicídios, frequentemente associados ao uso de placas adulteradas. Recentemente, o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes reconheceram a gravidade da situação e propuseram medidas de fiscalização mais rigorosas, além do retorno dos lacres metálicos nas placas de motos.
Um incidente emblemático ocorreu no bairro de Perdizes, onde o cantor Tom Zé estava gravando um vídeo e teve o celular roubado por um motociclista que subiu na calçada. Em fevereiro, a prisão de Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como Mainha do Crime, destacou a atuação de quadrilhas que utilizam motos com placas falsas. A polícia encontrou dez placas adulteradas em sua residência, e o grupo é suspeito de envolvimento na morte de um delegado da Polícia Civil durante um roubo.
Dados alarmantes indicam que as câmeras da Prefeitura registram cerca de 185 ocorrências diárias relacionadas a crimes com motos. A placa BRA49CC é a mais frequente, com mais de 4.700 registros em um único mês. Tarcísio enfatizou que a adulteração de placas é um crime de trânsito sério e não uma mera infração. Para combater essa epidemia, as operações de fiscalização precisam ser intensificadas, embora enfrentem desafios como vazamentos de informações sobre os locais de ação e altas taxas de fuga dos motociclistas.
Medidas de Combate
As autoridades estão investindo em motocicletas da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar equipadas com tecnologia para leitura de placas. Um projeto na Câmara Municipal prevê bônus para a GCM por cada moto roubada ou adulterada recuperada. Apesar das dificuldades, as operações de fiscalização são essenciais para retirar de circulação as motos ilegais e prender os responsáveis pelos crimes.
Governador e prefeito também reclamam do fim dos lacres nas placas, que foram abolidos com a implementação do modelo Mercosul em 2018. A necessidade de ações coordenadas é fundamental, incluindo guinchos para transporte de veículos apreendidos e campanhas de conscientização para engajar a população. Embora a fiscalização possa causar atrasos em entregas e engarrafamentos, a segurança da população é prioridade.
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