Alexéi Navalni, opositor ao regime de Vladímir Putin, faleceu em fevereiro de 2024, após ser envenenado e preso. Sua morte gerou uma crise na Fundação Anticorrupção (FBK), levando a descontentamento entre os opositores. Recentemente, Iván Zhdanov anunciou sua saída da FBK, citando escândalos internos e a nomeação de Vladislav Romantsov como novo diretor.
Zhdanov, que liderou a FBK após a morte de Navalni, afirmou que sua decisão foi motivada por questões pessoais e que pretende retomar um projeto literário. Ele destacou que a organização enfrenta uma série de desafios desde a morte do opositor, incluindo a manipulação do relatório oficial sobre o falecimento, revelada por uma filtragem interna do Kremlin.
A nova liderança da FBK, sob Romantsov, ocorre em um contexto delicado. A organização enfrenta perseguições e processos judiciais por doações realizadas após ser classificada como extremista em 2021. O Serviço Federal de Segurança (FSB) tem investigado os apoiadores da FBK, resultando em pelo menos 70 casos penais abertos recentemente.
Dmitri Anisimov, porta-voz da ONG OVD-Info, explicou que a FBK continuou a arrecadar doações mesmo após a classificação de extremista, mas agora os doadores estão sob risco de perseguição. A situação se agrava com casos recentes, como o de Anna Reutova, condenada a pagar uma multa por ter doado uma quantia à FBK.
A saída de Zhdanov e a nova direção da FBK refletem a instabilidade interna da organização, que luta para se manter relevante e segura em um ambiente hostil. As tensões entre os membros e as dificuldades enfrentadas pelos apoiadores da FBK indicam um futuro incerto para a luta contra a corrupção na Rússia.
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