O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Alfredo Gaspar, apresentou nesta segunda-feira, 1º de setembro, um pedido de prisão preventiva de 21 pessoas envolvidas em um esquema de fraudes que prejudicou aposentados e pensionistas. O requerimento, que será submetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), foi aprovado por 26 votos a favor e nenhum contra.
As investigações, que já revelaram um esquema de cobranças ilegais e irregularidades em benefícios previdenciários, foram intensificadas após a operação Sem Desconto, deflagrada em abril pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. O relator destacou que nenhum dos investigados está preso até o momento, o que levanta preocupações sobre a continuidade das investigações.
Detalhes do Esquema
Entre os nomes citados no pedido de prisão estão figuras proeminentes, como o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. O advogado Eli Cohen, que colaborou com a CPMI, revelou que o esquema de fraudes se estendeu desde 2005, envolvendo descontos indevidos e operações irregulares de empréstimos consignados.
Gaspar enfatizou que as evidências coletadas indicam a participação ativa dos investigados em crimes que causaram um prejuízo estimado de R$ 6,3 bilhões ao INSS entre 2019 e 2025. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, também ressaltou a gravidade das infrações que afetaram milhões de brasileiros.
Próximos Passos
O STF agora analisará o pedido de prisão. Se acatado, os suspeitos poderão ser detidos, permitindo que a CPMI avance nas investigações. Além disso, a comissão planeja convocar ex-ministros da Previdência Social para esclarecer as irregularidades. A coleta de documentos e novas oitivas continua, visando responsabilizar todos os envolvidos no esquema que comprometeu a integridade do sistema previdenciário.
Entre na conversa da comunidade