Iván Cepeda, senador colombiano, anunciou sua candidatura à presidência em 2026, destacando que sua campanha será uma continuidade do governo de Gustavo Petro. A decisão foi tomada antes da recente condenação de Álvaro Uribe, ex-presidente e adversário político de Cepeda, que foi sentenciado em primeira instância. O senador afirmou que não queria misturar sua candidatura com o processo judicial de Uribe, que durou mais de uma década.
Em entrevista, Cepeda revelou que a solicitação de sua candidatura partiu de diversas organizações de direitos humanos com as quais tem laços históricos. “Se não tivesse decidido me lançar, teria decepcionado muitos setores sociais”, afirmou. Ele também mencionou que, embora tenha sido convidado a se candidatar anteriormente, considerou que o momento era de Petro.
Inclusão de Daniel Quintero
A inclusão do ex-prefeito de Medellín, Daniel Quintero, na consulta pré-eleitoral gerou tensões. Cepeda acolheu a participação de Quintero, ressaltando que não é seu estilo discutir divergências em público. “A participação dele é uma realidade: bem-vindo ao debate”, disse. No entanto, ele reconheceu as preocupações levantadas por outros membros do Pacto Histórico sobre a situação legal de Quintero.
Avaliação do Governo Petro
Sobre o governo de Petro, Cepeda destacou que, pela primeira vez, houve uma alternância real no poder político sem a desestabilização prevista por críticos. Ele elogiou a entrega de terras a camponeses e o respeito aos direitos humanos, embora reconheça que ainda há desafios, como a corrupção. “Não sou amigo da demagogia, mas é necessário um esforço claro para combater a corrupção”, afirmou.
Em relação à segurança e à política de paz total, Cepeda defendeu a continuidade dos esforços de paz, apesar das deficiências. Ele enfatizou que a violência no país não pode ser atribuída apenas a falhas na política de paz, mas sim a um contexto mais amplo de criminalidade organizada. “A política de paz teve avanços, mas também problemas”, concluiu.
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