A administração Trump anunciou a designação de até 600 advogados como juízes temporários de imigração, em resposta à crise de backlog nos tribunais migratórios dos EUA. A medida, que elimina requisitos de experiência anterior, visa acelerar a resolução de casos pendentes, que já ultrapassam 3 milhões.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, autorizou a mobilização desses advogados, que atuarão em grupos de 150 e terão mandatos renováveis de até 179 dias. A Casa Branca justificou a ação como um esforço “extraordinário” para enfrentar a urgência do sistema judicial migratório, que enfrenta um aumento contínuo de casos desde 2008.
Historicamente, o backlog judicial cresceu de 186 mil casos em 2008 para 1,5 milhão em 2021, e agora atinge 3,5 milhões. A nova política, que permite a qualquer advogado licenciado assumir o cargo, gera preocupações sobre a qualidade das decisões judiciais. A Associação Nacional de Juízes de Imigração alertou que a falta de experiência pode resultar em um aumento de decisões apeláveis, exacerbando ainda mais a crise.
Críticos, incluindo os senadores democratas Elizabeth Warren e Edward Markey, expressaram preocupações sobre a politização do sistema, denunciando a demissão de juízes sem justificativas claras. Em contrapartida, líderes conservadores defendem que o Departamento de Justiça tem o direito de garantir que seu pessoal atue conforme as prioridades do governo. A situação continua a ser monitorada, à medida que a administração busca soluções para um sistema sobrecarregado.
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