A relação entre os Estados Unidos e o México enfrenta novas tensões após a ordem secreta do ex-presidente Donald Trump ao Pentágono para estudar opções militares contra cartéis de drogas no México. Essa decisão levanta preocupações sobre as possíveis consequências de uma ação unilateral sem o consentimento do governo mexicano.
Fontes próximas a Trump indicam que a ideia de um ataque militar, que inclui a classificação dos cartéis como organizações terroristas, pode ser uma manobra para pressionar o México a colaborar. No entanto, especialistas alertam que tal ação poderia fortalecer os narcotraficantes, transformando-os em figuras populares em suas comunidades. John Bolton, ex-assessor de segurança nacional, afirmou que um ataque sem a aprovação do México seria um erro grave, aumentando o nacionalismo e a resistência no país.
Além disso, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, já se manifestou contra a possibilidade de uma ação militar americana, destacando que isso poderia comprometer acordos de cooperação em áreas como combate ao narcotráfico e migração. A pressão interna sobre Sheinbaum para agir em resposta a um ataque poderia resultar em um rompimento desses acordos.
Por fim, especialistas ressaltam que a demanda por drogas nos Estados Unidos é o principal motor do narcotráfico. Guadalupe Correa-Cabrera, do Centro de Terrorismo, Crime Transnacional e Corrupção, enfatizou que, mesmo com a eliminação de líderes de cartéis, as organizações se adaptam e continuam operando. Portanto, um ataque militar não resolveria o problema do tráfico, que está profundamente enraizado na dinâmica de consumo dos EUA.
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