O julgamento de Jair Bolsonaro e outros sete réus no Supremo Tribunal Federal (STF) avançou para o segundo dia nesta quarta-feira, com intensas discussões nas redes sociais. A defesa do ex-presidente, liderada por Celso Vilardi, reiterou a falta de provas sobre sua suposta participação em uma trama golpista.
O deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) apresentou um vídeo que, segundo ele, contém quatro provas contra Bolsonaro. Boulos afirmou que as evidências vão além da delação de Mauro Cid, incluindo a minuta do golpe, trocas de mensagens de WhatsApp e instruções de Braga Neto, ex-candidato a vice, para atacar generais contrários ao golpe. Ele destacou a minuta do golpe, que teria sido encontrada na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres.
Enquanto isso, os filhos de Bolsonaro, Carlos, Eduardo e Flávio, criticaram o processo e a legitimidade do tribunal. Eduardo Bolsonaro declarou que o julgamento é uma “execução pública” e que os juízes atuam como “carrascos”. Carlos Bolsonaro chamou as acusações de “estoque de vento”, enquanto Flávio enfatizou que as alegações não se sustentam em fatos reais.
A apresentação de Boulos e as reações da família Bolsonaro intensificaram o debate sobre a legitimidade do julgamento, que continua a atrair a atenção do público e das redes sociais.
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