Líderes europeus se reúnem em Paris para discutir apoio militar à Ucrânia
O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, lideraram uma reunião em Paris com a coalizão de apoio à Ucrânia, que conta com a presença do presidente ucraniano, Volodímir Zelenski. O encontro, que ocorreu nesta quinta-feira, 12 de outubro, reuniu representantes de cerca de trinta países, principalmente da Europa, com o objetivo de discutir o fortalecimento do apoio militar ao exército ucraniano.
Durante a reunião, os líderes abordaram a possibilidade de desdobramento de tropas no território ucraniano, condicionado a um compromisso dos Estados Unidos em garantir a segurança da região. Fontes do governo francês afirmaram que a coalizão está preparada para oferecer garantias de segurança à Ucrânia, mas aguarda um apoio concreto dos EUA antes de avançar com qualquer compromisso.
Macron, que se reuniu com Zelenski na noite anterior, expressou confiança em que os países europeus conseguirão estabelecer uma posição comum. O presidente francês enfatizou que o principal objetivo do encontro é confirmar o apoio europeu e garantir que os Estados Unidos também assumam suas responsabilidades na segurança da Ucrânia.
Pressão sobre Moscou
Além do apoio militar, a reunião também discutiu estratégias para aumentar a pressão sobre a Rússia. Macron destacou que a comunidade internacional não pode ignorar o que considera um descumprimento por parte do presidente russo, Vladimir Putin, em relação aos compromissos de negociação. O líder francês pretende solicitar ao presidente dos EUA que implemente sancões primárias e secundárias contra a Rússia para forçar um diálogo.
O plano de segurança proposto inclui três níveis de apoio: o primeiro envolve financiamento e logística para o exército ucraniano; o segundo prevê o envio de tropas de apoio por alguns países da UE; e o terceiro, a proteção do exército dos EUA, um ponto que muitos países desejam esclarecer antes de se comprometerem com os outros níveis.
A expectativa é que a reunião de Paris traga clareza sobre o papel dos EUA e a disposição dos países europeus em colaborar com a segurança da Ucrânia, especialmente após o apoio demonstrado por líderes europeus durante um encontro anterior na Casa Branca.
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