Stephen Miran, indicado por Donald Trump para o conselho do Federal Reserve, enfrentou críticas durante sua audiência de confirmação no Senado, realizada nesta quinta-feira (4). Miran, que atualmente preside o Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, afirmou que manterá seu cargo na Casa Branca, optando por uma licença não remunerada caso seja confirmado para o Fed. Essa decisão gerou preocupações sobre sua independência, especialmente entre senadores democratas.
Durante a audiência, Miran reafirmou seu compromisso com a independência do Fed, destacando que suas decisões seriam baseadas em análises econômicas e dados, e não em pressões políticas. Ele enfatizou que a principal função do banco central é evitar crises econômicas, como depressões e hiperinflações. “Agirei de forma independente, como o Federal Reserve sempre faz”, declarou Miran em resposta ao senador Tim Scott, presidente do Comitê Bancário.
A nomeação de Miran, que substituirá Adriana Kugler, renunciada em agosto, levantou preocupações sobre a influência política no Fed. Senadores democratas questionaram sua capacidade de agir de forma independente, especialmente considerando suas críticas anteriores à “porta giratória” entre o Executivo e o Fed. O senador Jack Reed expressou ceticismo, afirmando que a situação compromete a independência do banco central.
Miran, que já havia sido apoiado por republicanos em sua posição atual, poderá ser confirmado a tempo de participar da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto nos dias 16 e 17 de setembro, onde se discute a possibilidade de redução das taxas de juros. A pressão de Trump por cortes nas taxas tem sido constante, e a expectativa é que o Fed considere essa medida em sua próxima reunião.
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