Corinthians propõe ‘calote’ em dívida com a Caixa para priorizar outras obrigações financeiras
O Corinthians enfrenta uma grave crise financeira, com uma dívida total que já atinge R$ 2,6 bilhões no primeiro trimestre de 2023. Em meio a essa situação, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, sugeriu um ‘calote’ na dívida de R$ 668 milhões referente ao financiamento da Neo Química Arena, a fim de priorizar outras obrigações financeiras do clube.
Durante uma entrevista coletiva, Tuma afirmou que o clube “não tem dinheiro” e que é necessário encontrar uma solução para o problema com a Caixa Econômica Federal. Ele destacou a urgência de resolver a situação do estádio, sugerindo que o Corinthians poderia parar de pagar a dívida com a Caixa para evitar bloqueios financeiros. “Temos que resolver o problema do estádio na Caixa. Se não, para de pagar, para de pagar o estádio”, declarou.
Investigações sobre gestões anteriores
Além da proposta de renegociação da dívida, Tuma também abordou as investigações sobre irregularidades nas gestões de ex-presidentes do clube, como Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo. Ele informou que os casos de Duilio e Andrés estão com tramitação mais avançada, enquanto o de Augusto Melo está sendo acompanhado pela Comissão de Ética.
O presidente do Conselho enfatizou a importância de uma atuação coordenada entre as comissões de Ética e Justiça para garantir a transparência e a eficácia nas investigações. “Juntei o presidente da Ética para acompanhar”, afirmou Tuma, ressaltando a necessidade de um trabalho conjunto para esclarecer as questões pendentes.
Com a situação financeira crítica, o Corinthians busca alternativas para reestruturar suas dívidas e evitar maiores complicações, enquanto as investigações sobre as gestões passadas continuam a gerar repercussões no ambiente do clube.
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