A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os desvios irregulares em aposentadorias do INSS realizou a oitiva mais longa até agora, com 9h48 de debates envolvendo o ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi. Durante a sessão, marcada por trocas de ofensas entre parlamentares, não foram obtidas novas informações sobre os desvios.
O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), considerou a reunião produtiva, embora tenha observado que Lupi se contradisse em várias ocasiões. Viana não descartou a possibilidade de convocar Lupi novamente para prestar mais esclarecimentos, afirmando que ele seria bem-vindo como convidado ou, se necessário, convocado formalmente.
Conflitos e Debates
A sessão foi marcada por intensos conflitos verbais, incluindo um momento em que o senador Jorge Seif (PL-SC) mostrou o dedo para um deputado da base. O bate-boca mais prolongado ocorreu durante os questionamentos do deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), que durou quase 8 minutos. O líder do governo na CPMI, Paulo Pimenta (PT-RS), acusou Viana de impedir que Lupi se manifestasse.
Durante sua defesa, Lupi criticou a prática do empréstimo consignado e alertou sobre os riscos de endividamento dos aposentados. Ele afirmou que os aposentados muitas vezes se veem obrigados a contrair novos empréstimos para quitar dívidas anteriores, criando um ciclo vicioso.
Próximos Passos da CPMI
Viana confirmou a agenda da CPMI para os próximos dias, com a presença do ex-ministro Ahmed Mohamad Oliveira Andrade na quinta-feira (11) e do conhecido como Careca do INSS na segunda-feira (15). A CPMI também ouvirá o empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos principais envolvidos nos desvios, na quinta-feira seguinte (18).
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