O ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, prestou um depoimento de nove horas à CPI do INSS, que investiga descontos indevidos em aposentadorias e pensões. A sessão, que se estendeu até a madrugada de terça-feira, revelou que Lupi tinha conhecimento das irregularidades desde 2023, mas o governo só tomou medidas efetivas em 2024.
Durante o depoimento, Lupi admitiu que o ministério falhou em agir de forma mais enérgica e reconheceu que não tinha ideia da dimensão das fraudes. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só foi informado sobre as irregularidades no dia da operação da Polícia Federal. Lupi compareceu à CPI como testemunha, enfatizando que não é investigado no caso.
O ex-ministro mencionou que, em maio de 2023, um grupo de trabalho foi criado entre o INSS e a PF para investigar as denúncias. Em março de 2024, uma instrução normativa foi editada para combater fraudes, incluindo o uso de biometria. Lupi também negou ter recebido pedidos de Frei Chico, irmão de Lula, e afirmou não conhecer os empresários citados no relatório da PF.
A sessão foi marcada por momentos de tensão, com parlamentares se desentendendo quando Lupi se recusou a responder perguntas do deputado Marcel Van Hattem. Ele reiterou que as denúncias chegaram por diversos canais, mas não tinha informações suficientes para alertar o presidente sobre os indícios de fraude.
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