Os Estados Unidos firmaram um acordo com El Salvador, comprometendo-se a pagar 4,7 milhões de dólares para que o país receba até 300 migrantes deportados, em sua maioria venezuelanos. O pacto, revelado em um processo judicial, impõe restrições severas, como a proibição do uso dos fundos para assistência legal e saúde reprodutiva.
O acordo, datado de 22 de março, estabelece que os migrantes deportados devem ser mantidos no Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), uma prisão de alta segurança conhecida por violações de direitos humanos. A administração de Donald Trump buscou garantir que os deportados ficassem detidos por pelo menos um ano, segundo documentos divulgados.
Recentemente, mais de 250 migrantes, incluindo alguns salvadorenhos, foram enviados a El Salvador como parte da política de deportação dos EUA. A Casa Branca alegou que os deportados pertenciam ao grupo criminoso Tren de Aragua, mas não apresentou provas concretas. Entre os deportados, destaca-se Kilmar Abrego García, um salvadorenho que foi enviado por engano, simbolizando as deportações injustas da administração.
Além das restrições financeiras, o acordo exclui o uso de recursos para programas de diversidade e assistência a refugiados. A falta de transparência nas negociações tem gerado críticas, com organizações de direitos civis questionando a legalidade e a ética das deportações. O governo dos EUA tem buscado acordos semelhantes com outros países, onde os direitos humanos são frequentemente desrespeitados.
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