O conselheiro econômico da Casa Branca, Peter Navarro, criticou severamente o grupo Brics, chamando seus membros de “vampiros” que “sugam o sangue” dos Estados Unidos com práticas comerciais desleais. Em entrevista ao veículo conservador Real America’s Voice, Navarro destacou que a economia brasileira está “indo para o buraco” devido às políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Navarro argumentou que a sobrevivência dos países do Brics depende das vendas para os EUA, questionando a viabilidade do grupo. Ele afirmou que as tensões históricas entre os membros, como a rivalidade entre Índia e China, dificultam a união. “Não vejo como o Brics pode se manter unido já que, historicamente, todos se odeiam e se matam entre si”, disse.
Críticas ao Brasil e a Bolsonaro
O conselheiro também se referiu à situação política no Brasil, mencionando que o país “mantém o verdadeiro líder em uma cela”, em alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sob prisão domiciliar enquanto aguarda o julgamento de uma ação penal. A declaração ocorre em um momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o processo judicial contra Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado.
Navarro ainda insinuou que os Estados Unidos podem impor novas sanções ao Brasil após o desfecho do julgamento de Bolsonaro. Ele também comentou sobre as relações entre os membros do Brics, destacando que a Rússia se aproxima da China, mas enfrenta tensões territoriais, como a disputa pelo porto de Vladivostok.
Desafios Internos do Brics
As declarações de Navarro refletem um cenário de crescente desconfiança em relação ao Brics, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O conselheiro mencionou que a Índia e a China estão em conflito há décadas, e que a China tem fornecido apoio militar ao Paquistão, aumentando as tensões na região. “Boa sorte com isso, Putin”, ironizou, dirigindo-se ao presidente russo.
Essas críticas se somam a um contexto de tensões internas no Brics e de críticas externas, especialmente dos EUA, que questionam a eficácia e a coesão do grupo.
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