O mural de Banksy, que retratava um juiz agredindo um manifestante, foi removido rapidamente do Tribunal Superior de Justiça em Londres. A obra, que surgiu na segunda-feira (8), gerou polêmica ao coincidir com a repressão a protestos em apoio ao grupo Ação Palestina, recentemente banido pelo governo britânico.
A imagem mostrava um juiz, vestido com toga e peluca, atacando um manifestante caído, que segurava um cartaz aparentemente manchado de sangue. A remoção ocorreu apenas dois dias após a aparição do mural, em um edifício protegido por sua importância histórica. A entidade responsável pelo local, HM Courts & Tribunals Service, justificou a ação como necessária para preservar o caráter original do prédio.
Desde julho, mais de 1.600 pessoas foram detidas no Reino Unido em protestos relacionados ao grupo Ação Palestina, classificado como organização terrorista. A obra de Banksy foi interpretada como uma crítica ao tratamento de manifestantes e à repressão governamental. O artista, que mantém sua identidade em segredo, reivindicou a autoria do mural em sua conta no Instagram, destacando a relação entre arte e liberdade de expressão.
A remoção do mural gerou reações entre especialistas em arte. O galerista John Brandler expressou perplexidade, sugerindo que a obra poderia ter sido leiloada para arrecadar fundos para caridade, estimando seu valor em até 5 milhões de libras esterlinas. A destruição do mural também levantou questões sobre a liberdade de expressão no Reino Unido, especialmente em um contexto de crescente repressão a vozes dissidentes.
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