A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (11) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus, envolvidos em uma suposta trama golpista contra as instituições democráticas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou provas robustas, incluindo documentos e mensagens, que evidenciam um plano articulado para atacar o Judiciário e a Justiça Eleitoral.
Cármen Lúcia destacou que Bolsonaro não foi um mero coadjuvante, mas sim o líder de uma organização criminosa que utilizou milícias digitais para disseminar ataques. A ministra ironizou a defesa que alegava a falta de assinaturas formais, afirmando que “passar um recibo no cartório” não é comum em casos desse tipo. Ela enfatizou que as ações dos réus foram parte de uma estratégia coesa e sistemática, com divisão de tarefas e comandos claros para desestabilizar o regime democrático.
Provas e Organização Criminosa
A ministra ressaltou a existência de provas cabais que demonstram o uso de milícias digitais para propagar ataques, especialmente à Justiça Eleitoral e às urnas eletrônicas. Segundo ela, as ações não foram isoladas, mas sim parte de um plano progressivo que se estendeu entre 2021 e 2023. Cármen Lúcia afirmou que a denúncia da PGR revela uma organização criminosa estável, que visava um projeto de poder autoritário.
A ministra concluiu que a consolidação dessa organização criminosa foi claramente evidenciada nos autos, com ações coordenadas que violaram os limites impostos pela Constituição. O parecer do procurador-geral Paulo Gonet foi citado para reforçar a gravidade das acusações e a necessidade de responsabilização dos envolvidos.
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