Glenn Lowry, que dirigiu o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) por 30 anos, está se aposentando este mês. Sob sua liderança, o museu se tornou um dos principais centros de arte moderna e contemporânea, com uma coleção que ultrapassa 200.000 obras. Christophe Cherix, que já fazia parte da equipe do MoMA, assumirá a direção e enfrentará desafios relacionados à identidade e ao propósito do museu.
Durante sua gestão, Lowry fez perguntas cruciais sobre o que o MoMA representa. Ele descreveu o museu como um “laboratório de aprendizado” e um “santuário em Manhattan”. O MoMA, desde sua fundação, foi concebido como um espaço que conecta o presente ao passado da arte, com a intenção de que obras contemporâneas se tornem parte do acervo do Metropolitan Museum of Art após serem testadas pelo tempo.
Desafios e Expectativas
Cherix, que liderou o Departamento de Desenhos e Gravuras, reconhece a singularidade da coleção do MoMA. Ele terá a tarefa de abordar questões sobre o futuro do museu e sua relevância no cenário artístico atual. A reabertura do MoMA em 2019, após uma grande reforma, já sinalizou uma nova abordagem curatorial, destacando obras que provocam reflexões sobre a sociedade contemporânea.
Entre as obras essenciais da coleção, destacam-se:
1. Les Demoiselles d’Avignon (1907) de Pablo Picasso – Uma obra que desafia as convenções de beleza feminina.
2. The Red Studio (1911) de Henri Matisse – Representa um olhar modernista sobre o espaço do artista.
3. Bicycle Wheel (1951) de Marcel Duchamp – Um marco do conceito de “readymade” na arte.
4. Self-Portrait with Cropped Hair (1940) de Frida Kahlo – Uma poderosa declaração de identidade e independência.
Essas obras, entre outras, não apenas refletem a evolução da arte moderna, mas também questionam normas sociais e artísticas, mantendo o MoMA como um espaço vital para o diálogo cultural. A nova liderança de Cherix promete continuar essa tradição, enquanto o museu se adapta às demandas de um público em constante mudança.
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