O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, sinalizou que uma mudança para o PSD pode ser a melhor estratégia para sua candidatura ao governo estadual em 2024. Em mensagem enviada a aliados nesta terça-feira, 16, Simões, que é o escolhido do governador Romeu Zema (Novo) para sucedê-lo, destacou a pressão interna e a possibilidade de concorrência do PL/Republicanos.
Durante um evento do PSD em Belo Horizonte, realizado na segunda-feira, 15, Simões elogiou o partido e sua liderança, mencionando que ainda não tomou uma decisão sobre a filiação, mas que a mudança se torna cada vez mais lógica. Ele alertou para o risco de o PL/Republicanos lançar Cleitinho Azevedo como candidato, o que exigiria uma união do centro em torno de sua candidatura.
A filiação de Simões ao PSD conta com o apoio de deputados estaduais que fazem parte da base do governo Zema na Assembleia Legislativa. No entanto, essa movimentação enfrenta resistência de parte da bancada federal do PSD, que apoia o nome do senador Rodrigo Pacheco para a candidatura. Pacheco e alguns aliados não compareceram ao evento do PSD, que teve a presença do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.
Kassab, em entrevista após a cerimônia, negou qualquer divisão interna no partido e elogiou tanto Pacheco quanto Simões. O vice-governador, por sua vez, ressaltou o “equilíbrio e responsabilidade” do PSD sob a liderança de Kassab, destacando a importância da bancada estadual na Assembleia.
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