O governo cubano revelou que as sanções econômicas dos Estados Unidos custaram US$ 7,556 bilhões ao país em um ano, com um aumento de 40% em relação ao período anterior. O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, durante a apresentação do relatório anual sobre o impacto do embargo, que será enviado à ONU.
Rodríguez destacou que as sanções, que se intensificaram durante a gestão de Donald Trump, têm gerado danos humanitários extraordinários. Ele afirmou que o bloqueio é um “obstáculo principal” para a recuperação econômica da ilha, que enfrenta uma crise severa, com uma queda de 11% no PIB e escassez de produtos essenciais, como alimentos e medicamentos.
O chanceler cubano também mencionou que a inclusão de Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo pelo Departamento de Estado dos EUA tem dificultado transações internacionais. Ele classificou o impacto das sanções como uma “realidade inegável” e de “natureza genocida”, com o objetivo de provocar uma mudança de regime na ilha.
Apesar das dificuldades, Rodríguez afirmou que o povo cubano não se deixará abater pelas sanções. A crise econômica, que se agrava há mais de cinco anos, é atribuída não apenas ao embargo, mas também a problemas internos de gestão e à pandemia de covid-19, que exacerbaram as fragilidades estruturais da economia cubana.
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