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Empresas investigadas aprimoram recuperação de rejeitos de minério para sustentabilidade

Investigação revela que esquema de corrupção facilitava exploração ilegal de minério de ferro em Minas Gerais, movimentando R$ 1,5 bilhão.

Instalação de beneficiamento de minério de ferro em Minas Gerais, destacando a recuperação de rejeitos (Foto: Reprodução)
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A Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira, 17, investiga um esquema de corrupção que envolve 42 empresas e servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM). O esquema facilitava a exploração ilegal de minério de ferro, movimentando cerca de R$ 1,5 bilhão em Minas Gerais, especialmente na região do Quadrilátero Ferrífero.

Após os desastres de Mariana e Brumadinho, que resultaram em 289 mortes e graves danos ambientais, a ANM endureceu as legislações sobre mineração. A recuperação de rejeitos de minério de ferro ganhou destaque, sendo realizada tanto por grandes mineradoras quanto por empresas sem experiência no setor. A operação da PF revela que, apesar das novas regras, muitos grupos continuaram a operar de forma irregular, corrompendo servidores para obter licenças e autorizações.

Entre os investigados, Alan Cavalcante do Nascimento é apontado como o coordenador do esquema, controlando pagamentos de propina e operações financeiras. Sua empresa, Fleurs Global Mineração, teria movimentado R$ 4,3 bilhões entre 2019 e 2024. A investigação também destaca que as mineradoras envolvidas operavam com autorizações precárias, muitas vezes utilizando guias de utilização emitidas pela ANM, que deveriam ser destinadas apenas a pequenas extrações.

A PF identificou que a exploração ilegal se concentrava em áreas como Serra do Curral, abrangendo municípios como Sabará, Raposos, Ouro Preto, Mariana e Itabirito. A recuperação de rejeitos, que se intensificou após os desastres, é uma atividade que, embora recente, se tornou um negócio rentável, atraindo tanto mineradoras quanto investidores. A operação busca desmantelar esse esquema que, segundo a PF, possui projetos com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões.

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