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Helicóptero avaliado em 41 milhões de reais é destaque em leilão exclusivo

Investigação apura se a venda do helicóptero foi uma manobra para ocultar bens durante o processo judicial contra o advogado Nelson Wilians

Advogado aparece ao lado do helicóptero modelo AW169 em vídeo postado nas redes sociais (Foto: Reprodução)
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Nelson Wilians, advogado sob investigação da Polícia Federal por desvio de cerca de 28 milhões de reais em fraudes contra o INSS, foi filmado celebrando a posse de um helicóptero AW169, avaliado em 40 milhões de reais. O vídeo, publicado no TikTok, mostra Wilians em um hangar, erguendo uma taça de champanhe dentro da cabine da aeronave, que foi confiscada durante a Operação Sem Desconto.

A aeronave foi vendida para a esposa de Wilians, Anne Caroline, levantando suspeitas de ocultação de patrimônio. O advogado listou o helicóptero em uma petição judicial, argumentando que seu valor poderia cobrir uma possível indenização, caso seja condenado. A defesa alega que a aeronave, avaliada em 41,4 milhões de reais, é suficiente para justificar o desbloqueio de suas contas bancárias.

Investigação em Andamento

A venda do helicóptero ocorreu em julho de 2025, quando foi registrada uma “comunicação de venda” para a empresa ACW Participações e Investimentos Ltda., de propriedade de Anne. O contrato estipula que ela pagaria 39 milhões de reais em 60 parcelas de 500 mil reais. Além disso, foi feito um contrato de “cessão gratuita”, permitindo que Wilians continue utilizando a aeronave sem custos.

A Polícia Federal investiga se essa transação foi uma manobra para ocultar bens do advogado. Enquanto isso, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS tem sido palco de confrontos entre acusação e defesa. Recentemente, um depoente foi preso por falso testemunho, e o foco agora se volta para o depoimento de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, agendado para 25 de setembro de 2025.

Antônio, que prestou depoimento à PF, negou irregularidades e afirmou que sua empresa de telemarketing tinha como objetivo apoiar associados, não captar filiados de forma ilegal. A defesa mantém que eventuais delitos foram cometidos por outras entidades, não por ele diretamente. A investigação continua, com a PF analisando os materiais apreendidos na operação.

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