Milo Rau, renomado diretor de teatro, teve seu livro retirado de circulação após ser processado por H-C Strache, ex-vicecanceler da Áustria e líder do partido ultradireitista FPÖ. A obra, que continha uma acusação de que Strache teria entoado uma canção antissemita, foi condenada por difamação, resultando em uma compensação de 1.500 euros a ser paga pela editora Verbrecher Verlag.
O tribunal de Viena determinou que a afirmação de Rau era falsa. Em resposta, o diretor admitiu o erro e anunciou uma nova edição do livro, que será lançada em outubro, sem a controvérsia. Rau, que é diretor artístico do Festival de Viena, defendeu que a ação judicial contra ele se insere em um padrão de processos estratégicos para silenciar vozes críticas.
A nova edição do livro, que já teve 700 cópias destruídas, terá uma tiragem de 2.000 exemplares. O editor Jörg Sundermeier estima que os custos totais do processo judicial e da reimpressão ultrapassem 15.000 euros. Rau também planeja uma produção teatral que abordará um julgamento contra a extrema direita, com estreia prevista para fevereiro de 2026 em Hamburgo.
Strache, que deixou o cargo de vicecanceler após um escândalo de corrupção em 2019, continua ativo na política, tendo fundado um novo partido. O advogado de Strache, Maximilian Donner-Reichstädter, afirmou que a liberdade de expressão não protege declarações falsas e que seu cliente esperava uma desculpa sincera de Rau.
Entre na conversa da comunidade