Khaled el-Enany, um acadêmico egípcio e ex-ministro de antiguidades, foi indicado para a posição de diretor-geral da Unesco. A votação ocorrerá em 6 de novembro durante a conferência geral da Unesco em Samarkand, Uzbequistão. Se eleito, El-Enany substituirá Audrey Azoulay, que ocupa o cargo desde 2017.
A nomeação de El-Enany foi aprovada pelo conselho executivo da Unesco com uma votação expressiva de 55 a 2. O acadêmico, que é professor de egiptologia na Universidade Helwan, compromete-se a fortalecer o diálogo cultural e combater a intolerância religiosa. Além dele, o economista congolês Édouard Firmin Matoko também é candidato ao cargo.
El-Enany, que já foi ministro de antiguidades e turismo do Egito, declarou que pretende adotar uma política de portas abertas e promover reuniões regulares com as delegações permanentes. Ele enfatiza a importância de um diálogo despolitizado para fomentar consensos.
Outro ponto relevante é seu interesse em trazer os Estados Unidos de volta à Unesco, após o anúncio de retirada do país, que deve ocorrer em 31 de dezembro de 2026. Durante a gestão de Azoulay, a Unesco focou na restauração de monumentos religiosos danificados em Mosul, Iraque, e na avaliação de danos a locais culturais na Ucrânia devido à invasão russa.
Se eleito, El-Enany promete priorizar os programas culturais da Unesco e continuar o combate ao antissemitismo e à intolerância religiosa, reafirmando seu compromisso com a missão da organização.
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