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Sindicato ligado ao irmão de Lula obtém habeas corpus para silenciar

Milton Baptista de Souza Filho pode permanecer em silêncio na CPMI do INSS; PF deflagra nova fase da Operação Sem Desconto contra o Sindnapi

Se estima que esquema causou um prejuízo de R$ 6,3 bilhões em descontos associativos irregulares. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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O presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho, recebeu um habeas corpus que lhe permite permanecer em silêncio durante seu depoimento na CPMI do INSS, agendado para esta quinta-feira, 9 de outubro. A decisão foi concedida pelo ministro Flávio Dino e ocorre em meio a investigações sobre suspeitas de cobranças indevidas de mensalidades de aposentados pela entidade.

A nova fase da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal, resultou em mandados de busca e apreensão na sede do Sindnapi e na residência de Souza Filho. A operação já havia levantado suspeitas sobre desvios financeiros na entidade, que está ligada a Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A CPMI do INSS ampliou suas investigações, e a direção do Senado e outros participantes criticaram a intervenção, solicitando mais esclarecimentos.

Críticas e Defensivas

O presidente da CPMI, Carlos Viana, expressou sua indignação com a decisão do habeas corpus, afirmando que a medida representa uma tentativa de blindagem de pessoas próximas ao governo. Viana afirmou que Souza Filho deveria esclarecer sua atuação no Sindnapi, destacando que a entidade movimentou mais de R$ 1,2 bilhão e que cerca de R$ 8 milhões foram sacados em espécie.

Em resposta à operação, os advogados do Sindnapi manifestaram surpresa e indignação, alegando que não tiveram acesso ao inquérito policial. Em nota, o sindicato reafirmou sua integridade e a legalidade de suas ações, prometendo comprovar a lisura de sua administração. Eles também repudiaram as alegações de irregularidades, enfatizando que sempre atuaram em prol dos associados.

A situação continua a ser monitorada, com a CPMI buscando mais informações sobre a movimentação financeira do Sindnapi e a possível relação com o esquema de cobranças indevidas.

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