A administração de Donald Trump iniciou despedimentos de funcionários federais em várias agências, em meio ao shutdown que já dura nove dias. O chefe de orçamento da Casa Branca, Russell T. Vought, anunciou a medida em uma mensagem na rede social X, confirmando que as cartas de demissão estão sendo enviadas.
Os departamentos afetados incluem Comércio, Tesouro, Saúde, Educação e Segurança Nacional. Embora o número exato de demissões não tenha sido divulgado, fontes indicam que milhares de funcionários podem perder seus empregos. A situação se agrava, pois o governo não consegue chegar a um acordo para reabrir, resultando em uma paralisação quase total da administração pública.
Reação dos Sindicatos
Os sindicatos de trabalhadores públicos, como a Federação Americana de Empregados Governamentais (AFGE), já contestaram judicialmente a decisão. O líder da AFGE, Everett Kelley, denunciou os despedimentos como uma ação vergonhosa, utilizando o fechamento do governo como pretexto para demitir trabalhadores que prestam serviços essenciais.
A senadora democrata Patty Murray também criticou a administração, afirmando que Trump está infligindo mais dor ao povo americano. O clima tenso entre republicanos e democratas se intensifica, com os primeiros utilizando o shutdown para pressionar seus adversários políticos e avançar com cortes orçamentários.
Consequências e Desdobramentos
Além das demissões, a falta de pessoal já afeta setores como a Aviação. A escassez de controladores de tráfego aéreo tem causado atrasos significativos, com o secretário de Transporte, Sean Duffy, apontando que alguns controladores estão se ausentando por não receberem salários durante o shutdown.
A situação legal em torno dos despedimentos é complexa. A administração deve notificar os funcionários com 60 dias de antecedência, podendo reduzir esse prazo para 30 dias em certas circunstâncias. Os trabalhadores afetados poderão receber compensação, que precisará ser devolvida caso os despidos sejam considerados ilegais posteriormente.
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