A direita brasileira intensificou as críticas à atuação do ministro do STF, Alexandre de Moraes, após a manutenção da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e suas restrições. A decisão foi reafirmada nesta segunda-feira, 13 de outubro, e gerou reações no parlamento e nas redes sociais, onde políticos acusaram Moraes de abusos de poder.
Moraes não apenas manteve a prisão domiciliar, mas também impôs restrições como a proibição de uso de celular e a retenção do passaporte de Bolsonaro. A defesa do ex-presidente solicitou a revogação das medidas, que foi negada, com o ministro alegando risco de fuga. As críticas se intensificaram, com parlamentares afirmando que o Brasil enfrenta um período de insegurança jurídica.
Críticas no Parlamento
Durante a sessão, o senador Marcos Rogério (PL-RO) destacou que as decisões do STF têm gerado um clima de insegurança, citando casos como o de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, preso em uma operação que investiga tentativas de golpe. O senador declarou que as prisões estão sendo conduzidas de forma irregular e sem respaldo legal.
Além disso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou nas redes sociais, chamando o pai de “refém” e prometendo continuar a luta pela liberdade dele. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) também se posicionou, afirmando que as medidas representam graves violações, enquanto a deputada Bia Kicis (PL-DF) classificou a ação de Moraes como abuso de autoridade.
Contexto da Investigação
O inquérito que levou à prisão de Bolsonaro investiga sua suposta obstrução à Justiça. As medidas cautelares foram sustentadas por um parecer da Procuradoria-Geral da República, que sugeriu a manutenção das restrições. Moraes também investiga o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que, segundo a Polícia Federal, estaria envolvido em tentativas de coação contra o ministro.
A situação continua a gerar tensões entre os poderes e polarização nas redes sociais, refletindo um momento delicado na política brasileira.
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