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STF busca evitar domínio da direita no Senado em 2026

Direita mobiliza Congresso para frear Supremo Tribunal Federal (STF): ações para dificultar impeachment, lei antiembargos e investigação de Eduardo Bolsonaro

Gilmar Mendes defende que Brasil tenha legislação para impedir sanções estrangeiras como as decorrentes da Lei Magnitsky. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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A mobilização da direita no Congresso Nacional tem se intensificado nos últimos meses, visando frear ações do Supremo Tribunal Federal (STF) e proteger seus membros. A aprovação de propostas para dificultar o impeachment de ministros e a discussão de uma lei antiembargos são algumas das iniciativas em pauta.

Recentemente, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e o partido Solidariedade protocolaram ações no STF com o objetivo de dificultar processos de impeachment. Essas ações foram apresentadas no dia 16 de setembro e visam proibir o Senado de instaurar processos baseados em decisões judiciais. Além disso, o Solidariedade propõe que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) possa denunciar ministros por crime de responsabilidade.

Ações do STF e o cenário político

Os ministros do STF, especialmente Gilmar Mendes, têm articulado medidas de autoproteção. Mendes busca a aprovação de uma lei que proteja autoridades brasileiras da aplicação da Lei Magnitsky, que já afetou membros do Judiciário. O decano do STF também tem avançado com investigações que podem levar à inelegibilidade do deputado Eduardo Bolsonaro, acusado de coação.

O cenário político é tenso, com a possibilidade de a direita conquistar a maioria no Senado nas eleições de 2026. Isso poderia abrir caminho para a eleição de um presidente do Senado disposto a processar ministros do STF. O senador Rogério Marinho (PL-RN) destacou que a eleição de 2026 é crucial para restabelecer o equilíbrio entre os poderes.

Investigação e controle das emendas

Eduardo Bolsonaro está sob investigação acelerada por suposta coação à Justiça, com a Polícia Federal indiciando-o em menos de cinco meses. Além disso, o ministro Flávio Dino tem implementado um controle rigoroso sobre a liberação de emendas parlamentares, exigindo maior transparência e rastreabilidade dos recursos.

Essas ações têm gerado insatisfação no Congresso, onde as emendas são vistas como fundamentais para a reeleição de deputados e senadores. O cenário atual reflete uma luta constante entre o Legislativo e o Judiciário, com cada lado buscando proteger seus interesses e manter sua influência.

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