A oposição protocolou novos pedidos de impeachment contra os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 15 de outubro. As acusações incluem a prática de uma política ideológica alinhada à esquerda e abusos de autoridade. Os parlamentares criticam também a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por atrasar a tramitação dos pedidos.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que Dino é o principal representante do governo Lula dentro do STF. O pedido contra Moraes fundamenta-se na chamada Vaza Toga, que revela mensagens atribuídas ao ex-assessor do ministro no Tribunal Superior Eleitoral, Eduardo Tagliaferro. O líder do Novo na Câmara, Marcel Van Hattem (RS), destacou que essas mensagens indicam vícios e nulidades em processos conduzidos por Moraes.
Críticas e Expectativas
Além das alegações ligadas à Vaza Toga, o pedido contra Moraes inclui três outras acusações de abusos de autoridade. Van Hattem e o deputado Cabo Gilberto (PL-PB) ressaltaram a necessidade de responsabilizar o ministro. Até o momento, a presidência do Senado não avançou com os processos já protocolados contra Moraes.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) comentou sobre as expectativas para 2027, afirmando que a direita espera ter maioria no Senado e que, nesse cenário, haverá um aumento no número de impeachments de ministros do STF. “Os ministros são seres humanos e também são falíveis”, alertou a senadora, indicando que o clima de tensão continua a crescer entre os poderes.
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