O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de 390 milhões de reais do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi). A decisão faz parte da fase mais recente da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. A operação foi deflagrada no dia 9 de outubro, com a participação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, que cumpriram 66 mandados de busca e apreensão.
Desde 2019, o Sindnapi movimentou 1,2 bilhão de reais, conforme dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A decisão de bloqueio, que é sigilosa, foi revelada pelo STF e pela imprensa, destacando que o presidente da entidade e o espólio do ex-chefe, João Batista Inocentini, falecido em 2023, também estão envolvidos nas investigações. O sindicato se declarou inocente e afirmou estar colaborando com as apurações.
Outras Entidades Envolvidas
Além do Sindnapi, outras duas entidades foram mencionadas na ordem de bloqueio: Amar Brasil Clube de Benefícios e Master Prev Clube de Benefícios. O bloqueio totaliza 185 milhões de reais para a Amar Brasil e 145 milhões de reais para a Master Prev. Até o momento, essas entidades não se pronunciaram sobre a decisão.
Impacto das Fraudes
As fraudes no INSS, que se estendem de 2019 a 2024, podem ter causado um prejuízo superior a 6 bilhões de reais. O esquema envolvia a lavagem de dinheiro por meio de empresas ligadas aos investigados, com aquisição de imóveis, veículos de luxo e obras de arte. O principal alvo da operação, Milton “Cavalo” Baptista de Souza Filho, se manteve em silêncio durante sua audiência na CPMI que investiga as fraudes, amparado por um habeas corpus.
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