O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, revogou a prisão preventiva de Glaudiston da Silva Cabral, réu por ofensas a magistrados, incluindo acusações de ser um “sacrificador de crianças” e “satanista”. A decisão foi tomada em 15 de outubro de 2025, quando Moraes considerou que não havia risco concreto de reiteração de crimes.
Apesar da revogação, o ministro impôs diversas medidas cautelares. Glaudiston deverá usar tornozeleira eletrônica, está proibido de acessar redes sociais, teve seu passaporte cancelado e não poderá portar armas. O descumprimento dessas regras poderá resultar em nova prisão.
A Defensoria Pública da União havia solicitado a libertação de Glaudiston, mas Moraes já havia rejeitado pedidos anteriores. O bolsonarista está sendo processado por associação criminosa e incitação ao crime, com atos relacionados a manifestações golpistas que culminaram nos eventos de 8 de janeiro de 2023. A Procuradoria Geral da República (PGR) alega que ele se uniu a outros indivíduos para deslegitimar o sistema eleitoral e o Estado Democrático de Direito entre 2020 e 2024.
Contexto das Acusações
Glaudiston foi alvo de diversas denúncias que o associam a atividades golpistas. Em publicações, ele acusou Moraes de práticas obscuras e chamou outros magistrados de “genocidas”. O ministro enfatizou que, embora críticas sejam comuns em democracias, as ações de Glaudiston incitaram a atuação das Forças Armadas contra os Poderes Constituídos, o que caracteriza uma grave violação da ordem democrática.
Moraes destacou que a conduta de Glaudiston, ao incitar um golpe de Estado, é extremamente séria e contrária aos preceitos do Código Penal. A decisão de revogar a prisão preventiva reflete a avaliação do cenário atual, mas as medidas cautelares impõem limites rigorosos ao réu.
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