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Uruguai aprova lei de eutanásia e acende debate religioso

Uruguai aprova a lei "Morte Digna" que permite eutanásia sob condições; Senado aprovou com 20 votos, regulamentação pendente

Plenário do Parlamento do Uruguai, onde projeto sobre a eutanásia foi aprovado. Foto: Reprodução/Parlamento do Uruguai
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O Uruguai deu um passo significativo em direção à liberalização de direitos ao aprovar, nesta quarta-feira (15), a lei “Morte Digna”, que autoriza a eutanásia sob condições específicas. A decisão foi tomada pelo Senado, que aprovou o texto com 20 votos favoráveis de um total de 31 senadores presentes. Com isso, o país se torna o primeiro na América do Sul a permitir a eutanásia por meio de legislação, consolidando sua reputação como uma nação socialmente progressista.

A nova lei permite que pessoas com doenças incuráveis e que enfrentam sofrimento insuportável solicitem ajuda médica para encerrar suas vidas. Diferentemente de legislações em outros países, como os Estados Unidos e a Austrália, que impõem limites de tempo para a expectativa de vida, o Uruguai não estabelece tais restrições. Além disso, a norma exige que os solicitantes sejam considerados mentalmente competentes, com a necessidade de consulta a dois médicos para avaliar essa condição.

Contexto Social e Político

O Uruguai já é conhecido por suas leis liberais, incluindo a legalização da maconha para uso recreativo, o casamento igualitário e a permissão do aborto. A aprovação da eutanásia segue um histórico de avanços sociais, refletindo a secularização do país, onde a religião exerce influência limitada nas decisões políticas. A maior parte da oposição à eutanásia provém da Igreja Católica, que se manifestou contra a prática.

Debates sobre a eutanásia têm ganhado força na América Latina, com países como Colômbia e Equador já permitindo a prática por decisões judiciais. Recentemente, o presidente chileno Gabriel Boric também tem pressionado pela aprovação de um projeto de lei sobre o tema.

A regulamentação da lei “Morte Digna” ainda está pendente, mas a aprovação marca um momento histórico para o Uruguai, que continua a se afirmar como um modelo de liberalismo na região.

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