Cinco vereadores e um deputado estadual de partidos de esquerda foram feridos durante um protesto na porta da Câmara Municipal de Porto Alegre na quarta-feira, 15. A Guarda Municipal atacou manifestantes com balas de borracha, gás lacrimogêneo e spray de pimenta. O ato ocorreu em meio a tensões políticas relacionadas à privatização do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) e restrições à atuação de catadores.
Os parlamentares, que exigem a renúncia da presidente da Câmara, Comandante Nádia (PL), afirmam que a repressão foi ordenada por ela. A vereadora Atena Roveda (PSOL) desmaiou após ser atingida por spray de pimenta, enquanto Grazi Oliveira (PSOL) e Natasha Ferreira (PT) também sofreram ferimentos. Ferreira registrou o ataque em vídeo, criticando a gestão atual.
Reações e Consequências
Os vereadores de oposição emitiram uma nota conjunta, chamando Nádia de “responsável política e institucional por essa barbárie”. O documento condena a violência e afirma que não aceitarão um ambiente de autoritarismo na Câmara. O deputado Miguel Rossetto (PT) denunciou a situação, afirmando que a extrema-direita não respeita nem mesmo os vereadores da oposição.
Após os eventos, o prefeito Sebastião Melo (MDB) anunciou a abertura de um inquérito para investigar a atuação da Guarda Municipal. Ele determinou que se analisem as imagens das câmeras corporais dos agentes envolvidos. Comandante Nádia, por sua vez, descreveu o episódio como um “tumulto”, afirmando que a Câmara deve ser um espaço de debate e não de desordem.
Entre na conversa da comunidade