O presidente Lula anunciou, na noite de 20 de outubro de 2025, a nomeação de Guilherme Boulos como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. A mudança visa fortalecer o diálogo do governo com movimentos sociais e a base de esquerda. Boulos assume o cargo no lugar de Márcio Macêdo, que será realocado em outra função no PT.
A decisão ocorre fora do calendário da reforma ministerial prevista para abril de 2026, indicando uma estratégia de Lula para estreitar laços com a militância. A Secretaria-Geral, uma das mais próximas ao Planalto, desempenha um papel central na articulação política e social do governo.
Boulos, de 43 anos, é deputado federal por São Paulo e uma das principais lideranças da esquerda. Formado em Filosofia pela USP, ganhou destaque como coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que luta por moradia e justiça social. Filiado ao PSOL desde 2018, Boulos foi candidato à Presidência e à prefeitura de São Paulo, onde chegou ao segundo turno em ambas as disputas.
Expectativas para o Novo Cargo
A expectativa é que Boulos retome o diálogo com organizações que expressam insatisfação com o andamento das políticas sociais do governo. Sua experiência no MTST e sua atuação como deputado o posicionam como um interlocutor importante entre o governo e os movimentos populares.
A nomeação de Boulos acontece em um momento crucial, com Lula se preparando para uma viagem oficial à Indonésia e à Malásia, marcada para o dia 21 de outubro. O novo ministro assume um papel estratégico, onde sua capacidade de articular e dialogar com a base de esquerda será fundamental para os próximos desafios do governo.
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