O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira, arquivar o processo de cassação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por quebra de decoro parlamentar. A votação ocorreu em uma sessão marcada por tensões, com 11 votos a favor do arquivamento e 7 contra, seguindo a recomendação do relator Marcelo Freitas (União-MG).
A representação que levou ao processo foi apresentada pelo PT, alegando que Eduardo, atualmente nos Estados Unidos, teria difamado instituições brasileiras, especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF), e abusado de sua imunidade parlamentar. Desde março, o deputado mantém seu mandato, remuneração e estrutura de gabinete mesmo fora do país.
Durante a sessão, a oposição, liderada por figuras como a deputada Maria do Rosário (PT-RS), criticou a ausência de Eduardo, que não participou para se defender. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) também levantou questões sobre a situação do parlamentar, que foi descrito como “exilado”. Ele destacou a gravidade de um deputado, considerado o mais bem votado da história, estar fora do Brasil.
Reações e Desdobramentos
A decisão do Conselho de Ética gerou reações imediatas. A oposição já anunciou que recorrerá da decisão. Além disso, ainda existem três representações pendentes contra Eduardo no Conselho, que não foram apreciadas. A situação continua a gerar debates acalorados entre os parlamentares, refletindo a polarização política atual.
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