A cidade de Lima, capital do Peru, entrou em estado de emergência nesta quarta-feira, 22 de outubro. A decisão do presidente interino José Jerí visa conter uma onda de criminalidade e intensos protestos que ocorrem na região. A medida terá validade de 30 dias e se aproxima da final da Copa Libertadores, agendada para 29 de novembro no Estádio Monumental.
Os protestos em Lima têm se intensificado desde a morte do rapper Trvko, que ocorreu durante uma manifestação contra a violência. Os cidadãos exigem ações mais efetivas do governo, incluindo o fechamento do Congresso e a convocação de uma nova assembleia constituinte. Essas mobilizações se intensificaram após o impeachment da ex-presidente Dina Boluarte, que enfrentou diversas acusações de corrupção.
Contexto Político
A instabilidade política no Peru tem raízes em decisões controversas do governo, como a reforma do sistema de aposentadoria, que gerou descontentamento entre os jovens. Desde setembro, os protestos têm sido frequentes, refletindo um descontentamento geral com a administração atual. José Jerí, que assumiu o cargo em 10 de outubro, prometeu respeitar a soberania do país e conduzir as eleições marcadas para abril de 2026.
A Conmebol, responsável pela organização da Libertadores, ainda não se manifestou oficialmente sobre o estado de emergência. Em 2019, a entidade enfrentou uma situação semelhante, mudando a sede da final de Santiago para Lima devido à instabilidade no Chile. A expectativa é que a situação atual não interfira na realização do evento esportivo.
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