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Congresso evita assumir responsabilidade direta pela execução das emendas Pix

Congresso responde parcialmente a perguntas de Dino sobre emendas Pix; cria painel público unificado com Transferegov.br, com cronograma até outubro e auditorias da CGU/TCU, estendidas aos estados

O ministro Flávio Dino (centro) comandou a audiência pública de contextualização da ADPF 854, que trata das emendas parlamentares e o orçamento secreto. Foto: Victor Piemonte/STF
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O Congresso Nacional apresentou respostas parciais sobre a execução das emendas Pix durante uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira, 23 de outubro. Os representantes da Câmara e do Senado reconheceram falhas na rastreabilidade dos recursos e afirmaram que a responsabilidade pela fiscalização cabe ao Executivo. A audiência foi conduzida pelo ministro Flávio Dino, no contexto da ADPF 854.

Os congressistas destacaram que têm colaborado com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) para melhorar o controle sobre os repasses. No entanto, enfatizaram que a execução dos recursos é uma atribuição exclusiva do Executivo, limitando o papel do Legislativo à autorização orçamentária e à fiscalização política. Apesar das falhas reconhecidas, afirmaram que a transparência já é “praticamente total”, com a obrigatoriedade de contas específicas para cada emenda.

Criação de Painel Público Unificado

Uma das principais novidades anunciadas foi a criação de um painel público unificado que integrará as informações sobre as emendas ao sistema Transferegov.br. O cronograma prevê a conclusão dessa integração até o fim de outubro. Além disso, a CGU anunciou que realizará auditorias e entregará relatórios entre outubro deste ano e janeiro de 2026.

Os representantes da AGU e do TCU afirmaram que os sistemas bancários permitem o acompanhamento quase integral das transferências. Bancos como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal implementaram travas internas para evitar movimentações suspeitas, embora algumas exceções ainda existam.

Extensão das Regras de Transparência

Flávio Dino determinou que as normas de transparência e rastreabilidade aplicáveis às emendas parlamentares sejam estendidas aos estados e municípios. Isso significa que, a partir de 2026, os governos estaduais e municipais deverão seguir os mesmos critérios de controle que a União já adota. No entanto, algumas perguntas permanecem sem resposta, como os critérios para selecionar quais casos serão auditados e como medir os resultados das emendas.

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