A Bancada Feminista do PSOL protocolou, nesta sexta-feira (24), um novo pedido de cassação do mandato do deputado estadual Lucas Bove (PL) no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O pedido se baseia em alegações de quebra de decoro parlamentar, relacionadas a acusações de violência doméstica contra sua ex-esposa, a influenciadora Cíntia Chagas.
A solicitação ocorre após o Ministério Público paulista solicitar a prisão preventiva de Bove por descumprimento de medidas protetivas. Em resposta, o deputado negou as acusações e ironizou o movimento feminista nas redes sociais, afirmando que este nunca fez nada pelas mulheres. A deputada Paula Nunes, do PSOL, destacou que as provas obtidas na investigação comprometem a credibilidade da Alesp e perturbam o funcionamento da casa.
Bove já havia sido indiciado pela Polícia Civil por stalking e violência psicológica, além de ser denunciado pelo MP por violência física e descumprimento de decisões judiciais. Nunes também mencionou que as investigações revelaram ligações feitas pelo deputado para a vítima a partir de um número da Assembleia Legislativa. Em agosto, uma representação anterior contra Bove foi arquivada pelo Conselho de Ética, com votos contrários de membros da mesa diretora e de outros deputados.
Contexto das Acusações
As acusações contra Bove têm gerado um intenso debate na Alesp. A nova representação busca reabrir o caso, considerando o impacto das alegações sobre a imagem da casa legislativa. O clima tenso em torno do deputado reflete não apenas as questões pessoais, mas também a luta por um ambiente mais seguro e respeitoso para todas as mulheres.
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