O advogado Sergio Bermudes, uma das figuras mais proeminentes da advocacia brasileira, faleceu aos 79 anos em 27 de outubro de 2025. A causa da morte foi sepse respiratória, após um longo período de internação devido a complicações da Covid-19. Em homenagem ao jurista, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decretou luto oficial de três dias.
Bermudes era amplamente reconhecido por sua defesa de causas democráticas e de direitos humanos, destacando-se no emblemático caso de Clarice Herzog, que levou ao reconhecimento judicial do assassinato do jornalista Vladimir Herzog sob custódia militar. Natural de Cachoeiro de Itapemirim (ES), ele formou-se em direito pela Universidade do Estado da Guanabara em 1969 e obteve doutorado na Universidade de São Paulo.
Trajetória Profissional
Em 1969, Bermudes fundou o Bermudes Advogados, que se tornou um escritório de referência em contencioso e arbitragem, com filiais em várias capitais. Desde 1978, atuava como professor de direito processual civil na PUC-Rio, onde deixou um legado significativo no ensino jurídico. O Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) expressou profundo pesar pela perda do advogado, que era membro ativo da entidade há quase quatro décadas. Em 2023, ele recebeu a Medalha Teixeira de Freitas, a mais alta honraria do IAB, em reconhecimento à sua contribuição à advocacia.
A OAB também lamentou a morte de Bermudes, destacando sua trajetória marcada por talento, coragem e rigor técnico. O presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, ressaltou que seu legado de integridade e compromisso com a profissão será sempre lembrado. O presidente da Comissão Constitucional, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, afirmou que Bermudes permanecerá vivo por seus ensinamentos e pelo legado de dignidade que deixou.
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