O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, não compareceu à terceira convocação da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, ocorrida nesta terça-feira, 3. A justificativa apresentada foi falta de agenda. Desde maio, Lewandowski ignorou três convocações feitas pelo colegiado, o que gerou um clima de tensão entre os parlamentares.
O deputado Filipe Barros, presidente da comissão, anunciou que irá protocolar um pedido de abertura de processo por crime de responsabilidade contra o ministro. A denúncia será encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Barros enfatizou que a convocação não é opcional e que Lewandowski deveria comparecer obrigatoriamente.
Consequências da Ausência
Barros afirmou que a comissão tomará todas as medidas legais necessárias, incluindo a notificação ao presidente da Câmara, Hugo Motta, para que tome as devidas providências. O deputado também não descartou a possibilidade de convocar o ministro para depor diretamente no plenário.
Os temas que motivaram a convocação incluem a viagem da ex-primeira-dama do Peru, Nadine Herédia, ao Brasil em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), além de questões relacionadas à segurança nas fronteiras e ao tráfico de armas e drogas. Barros criticou a recusa de Lewandowski em prestar esclarecimentos, afirmando que “é revoltante” essa ausência em um momento de recrudescimento da violência no Rio de Janeiro.
A situação revela a preocupação da comissão com a segurança pública e a atuação do governo federal diante das organizações criminosas, temas que consideram essenciais para a política externa e defesa nacional do Brasil.
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