A Justiça de São Paulo tornou Lucas Bove, deputado estadual e ex-marido da influenciadora Cíntia Chagas, réu por violência doméstica. A decisão, proferida nesta terça-feira, 5 de novembro de 2025, incluiu a aplicação de uma multa de 50 mil reais por descumprimento de medidas judiciais, embora o pedido de prisão preventiva tenha sido negado.
O juiz responsável pelo caso reconheceu que Bove violou as medidas protetivas, como a proibição de mencionar sua ex-esposa nas redes sociais. Apesar disso, a Justiça não considerou a necessidade de prisão, uma vez que as violações se restringiram ao ambiente digital, sem risco imediato à integridade de Chagas. O Ministério Público de São Paulo havia solicitado a prisão preventiva, mas não obteve sucesso.
Cíntia Chagas, ao comemorar a decisão judicial, destacou a importância de denunciar episódios de violência. Em suas palavras, “depois de um ano e três meses, meu ex-marido finalmente se tornou réu por violência física, psicológica, perseguição e ameaça”. A advogada de Chagas, Gabriela Manssur, enfatizou que a aceitação da denúncia é um passo crucial no combate à impunidade e na aplicação da Lei Maria da Penha.
Acusações e Contexto
As acusações contra Bove surgiram após o término do casamento, em 2024. O deputado, que foi eleito em 2022, é acusado de comportamentos abusivos desde o início do relacionamento, que durou apenas três meses. Boletins de ocorrência revelaram episódios de agressão, incluindo uma situação em que Bove teria jogado uma faca em direção à ex-esposa.
A defesa de Bove, por sua vez, afirmou que o pedido de prisão era “descabido” e que provará a inocência do parlamentar. Os advogados criticaram a ex-esposa por supostamente desrespeitar ordens judiciais e por vazamentos de informações do processo, que deveria ser mantido em sigilo.
As denúncias de violência doméstica contra Bove, que foram inicialmente publicadas pelo colunista Léo Dias, ressaltam a necessidade de atenção a casos de abuso, principalmente em relacionamentos marcados por controle e intimidação.
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