O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, encaminhou um relatório da Polícia Federal (PF) à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a investigação do deputado federal Zé Trovão (PL-SC), acusado de ameaçar o presidente Lula (PT). O documento chegou ao STF em 1º de agosto, e Toffoli levou 96 dias para dar andamento ao caso.
A investigação foi iniciada após o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) afirmar que Zé Trovão manipulou uma declaração de Lula, incitando ódio. A frase “bandido bom é bandido morto” foi central nas acusações, levantando questões sobre a imunidade parlamentar. Trovão negou que suas palavras se referissem a Lula, alegando que a frase se aplicava a qualquer criminoso.
Andamento do Caso
A PF já ouviu Zé Trovão em 15 de julho. Durante a videoconferência, o deputado se defendeu, afirmando que suas declarações estavam protegidas pela imunidade parlamentar e que a frase sobre “arrancar da cadeira” referia-se às eleições de 2026. No entanto, ele se manteve em silêncio sobre a repercussão de suas postagens.
Ao final da investigação, a PF decidirá se indicia o deputado. Uma eventual denúncia caberá à PGR. O caso se torna ainda mais complexo considerando que Zé Trovão também fez ameaças ao ministro Alexandre de Moraes, afirmando que “o seu dia, o seu fim está próximo”. Após a repercussão negativa, ele recuou, afirmando que não pretendia destruir vidas, mas sim contestar ações do ministro.
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