A oposição no Congresso Nacional intensificou esforços para convocar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Rosângela da Silva, a depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Os requerimentos, elaborados pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pelo deputado Kim Kataguiri (União-SP), visam investigar supostos desvios nos descontos do INSS durante o atual governo.
Damares Alves justifica a convocação de Lula com base em alegações de descontos indevidos em aposentadorias, solicitados por entidades privadas em troca de serviços a aposentados. A senadora argumenta que a transparência é fundamental e que o presidente deve esclarecer esses pontos. Já o convite para Janja se baseia em suas supostas relações com a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag).
Expectativas e Desdobramentos
A situação se complica com o envolvimento de Aristides Veras dos Santos, ex-presidente da Contag, que é alvo de um pedido de convocação. O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirma que a entidade intermediou muitos dos descontos questionados. Santos, atualmente licenciado, pode enfrentar um pedido de prisão preventiva a ser encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável por temas relacionados à CPMI.
A oposição tem consciência de que a convocação de Lula e Janja é improvável, mas o foco é manter os dois em evidência até o término dos trabalhos da comissão em março de 2026. Um parlamentar destacou que a estratégia é criar um “palanque” em torno do presidente e sua família, utilizando a CPMI para gerar notícias e pressão política.
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