O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foi designado relator do pedido da ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, que busca evitar sua extradição. A decisão ocorreu na última sexta-feira, 7 de novembro de 2025, e se baseia em precedentes estabelecidos pelo STF em casos da operação Lava Jato.
Nadine Heredia e seu marido, o ex-presidente Ollanta Humala, foram condenados no Peru a 15 anos de prisão por receberem vantagens indevidas da construtora Odebrecht durante suas campanhas eleitorais em 2006 e 2011. Após a condenação, o Brasil concedeu asilo político a Heredia. A escolha de Toffoli como relator não foi por sorteio, mas por prevenção, considerando sua relação com processos semelhantes.
Relação com a Lava Jato
Toffoli já havia beneficiado Humala em uma decisão anterior, na qual anulou provas obtidas de forma considerada ilegal. Essas provas estavam ligadas a um acordo de leniência com a Odebrecht. Com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, que era relator de diversos processos da Lava Jato, Toffoli herdou esses casos, que agora estão sob sua responsabilidade.
A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indique o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF. Essa indicação ainda não ocorreu. Vale lembrar que Lula foi condenado pela Lava Jato, mas suas condenações foram anuladas pelo STF, que considerou o juiz Sérgio Moro parcial. Essa anulação afetou diversos processos da operação, que agora enfrentam novos pedidos de revisão.
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