O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, anunciou uma greve geral para o dia 11 de dezembro durante um discurso em Lisboa, no final de uma marcha contra o pacote laboral. A UGT também confirmou sua participação, marcando uma reaproximação histórica entre as duas centrais sindicais, que não se uniam há 12 anos.
A convocação da greve foi motivada pela insatisfação com a reforma laboral em negociação pela ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, com os parceiros sociais. Oliveira enfatizou que a mobilização é uma resposta ao que considera um ataque brutal aos direitos dos trabalhadores. A marcha que antecedeu o anúncio reuniu diversos trabalhadores que entoaram palavras de ordem em apoio à paralisação.
Convergência Sindical
A união entre CGTP e UGT é resultado de um diálogo intenso que culminou na confirmação da greve. Ambas as centrais já haviam discutido a possibilidade de uma ação conjunta em dezembro, e agora a data está oficialmente marcada. Essa convergência é vista como um passo significativo para fortalecer a luta dos trabalhadores em um momento de desafios laborais.
A greve geral promete ser um marco na luta contra as mudanças propostas na legislação trabalhista, refletindo a insatisfação crescente entre os trabalhadores. As centrais sindicais esperam que a mobilização atraia um grande número de participantes, evidenciando a força do movimento trabalhista em Portugal.
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