O inquérito que investigou o juiz desembargador Ivo Rosa teve novos desdobramentos, após denúncias anônimas de corrupção que surgiram em 2021. O processo, que se estendeu até 2024, teve partes arquivadas pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Recentemente, foram removidos dois apensos e ainda faltam 190 páginas do processo principal, o que levanta preocupações sobre a transparência da investigação.
Ivo Rosa, que teve acesso ao inquérito após uma reclamação ao Procurador-Geral da República, encontrou o processo incompleto ao se dirigir ao Ministério Público. A autorização do Procurador-Geral Adjunto, Amadeu Guerra, foi concedida em 28 de outubro, permitindo que o magistrado consultasse o material. Contudo, ao retornar, Rosa se deparou com apenas parte do processo disponível.
Levantamento de Sigilo
Apesar da falta de documentos, foi confirmado que a Polícia Judiciária obteve autorização para levantar o sigilo bancário e fiscal de Ivo Rosa. Além disso, foram coletados metadados de suas comunicações telefônicas, revelando contatos e horários. O inquérito, que teve origem em uma denúncia anônima, foi iniciado antes da decisão instrutória da Operação Marquês, onde Rosa atuou como juiz.
O processo foi transferido para o Ministério Público junto ao STJ após a promoção de Ivo Rosa a desembargador. Em março de 2024, o procurador do STJ arquivou a denúncia, alegando que a informação não possuía credibilidade. A continuidade da investigação e a falta de documentação levantam questões sobre a eficácia e a integridade do processo.
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