Salt Lake City, Utah, viu o fechamento do SunTrapp, o mais antigo bar LGBTQ+ do estado, fundado em 1973. A decisão, anunciada em 31 de outubro, foi atribuída ao impacto financeiro de protestos, mas trabalhadores afirmam que a medida busca impedir a formação de um sindicato.
Os funcionários do bar, que buscavam o reconhecimento voluntário da união com o CWA Local 7765, relataram práticas trabalhistas injustas após a solicitação. A greve do governo paralisou o processo da National Labor Relations Board (NLRB), dificultando as eleições sindicais e ações legais. Natalie Jankowski, uma das bartenders, destacou que o SunTrapp sempre foi um refúgio seguro para a comunidade LGBTQ+, especialmente em um estado com histórico de hostilidade.
Denúncias de Retaliação
Após a solicitação de sindicalização, a proprietária Mary Peterson demitiu vários funcionários, alegando que sentia que eles representavam uma ameaça ao negócio. Embora tenha recontratado os trabalhadores após perceber que a demissão era ilegal, ela argumentou que o bar era pequeno demais para ter um sindicato. Funcionários, no entanto, afirmam que as novas políticas implementadas visavam justificar demissões.
O movimento sindical surgiu da necessidade de melhorar as condições de trabalho e garantir voz nas decisões administrativas. Morgan Sturgill, outra bartender, afirmou que a união é vital para a responsabilização da gestão. Desde o início do mês, os trabalhadores iniciaram uma greve em resposta a demissões e políticas consideradas injustas.
Fechamento e Reações
Com o fechamento do SunTrapp, muitos na comunidade expressaram preocupação. Yara Al-Badri, responsável pela comunicação do bar, mencionou que a decisão pode ser uma tática de intimidação em um ambiente já vulnerável. A incerteza sobre o futuro do bar permanece, enquanto os trabalhadores lutam por seus direitos em um contexto de crescente precariedade para a comunidade LGBTQ+.
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